quinta-feira, 21 de agosto de 2014

QUÍMICA PARA QUE TE QUERO: DESABAFO DE UMA VELHO PROFESSOR DE QUÍMICA.

"QUÍMICA, PARA QUE TE QUERO?"

 "química está em todos os lugares no mundo ano nosso redor! Está na comida que comemos, nas roupas, na água,medicamentosarprodutos de limpeza, enfim em tudo. A química também é chamada de a “ciência central” por que interliga outras ciências entre si, como a biologia, a física, a geologia e a ciência ambiental"
Extraído do site UNIVERSIA.

No dia 03 de agosto de 2014 a consagrada atriz Denise Fraga na sua coluna no prestigioso jornal Folha de SãoPaulo, publicou artigo com o título à epígrafe onde discorre sobre a sua aversão à química e o péssimo desempenho de seus filhos na mencionada disciplina (para ler o artigo completo clique nos links acima)  Não se limita a externar sua ojeriza à verdadeira ciência da vida, onipresente das nossas atividades, nos nossos organismos e em todos os universos habitados ou não. Até ousa sugerir, a partir de sua animosidade contra a ciência química, algumas alterações na estrutura da disciplina ou até mesmo a sua supressão do currículo escolar. O artigo é um festival de sandices. A articulista não sabe sequer distinguir um tema da biologia (platelmintos) que ela relaciona como assunto estudado na química. 
QUE BELA IMAGEM DAS CADEIAS CARBÔNICAS
 Critica o estudo das cadeias carbônicas que estão presentes nas substâncias que nos alimentam, nos combustíveis e  nos medicamentos, por exemplo. Sugere ainda a substituição do ensino de química pelo jogo de xadrez porque, segundo ela, "você já viu alguém jogar cadeias de carbono e hidrogênio com um amigo em uma tarde chuvosa?"
E segue no seu besteirol:
"Por que precisamos aprender coisas para esquecer depois da prova e não para nos ajudar a viver?"
Quanta ignorância!
Daqui a pouco vão sugerir também a exclusão da física, da matemática, da biologia e até da língua portuguesa que é a disciplina mais vilipendiada pelas novas gerações de internautas e a sua substituição pelos games e congêneres.

CUIDADOS AO LIDAR COM A QUÍMICA
A química nos ajuda a viver quando, produzindo fármacos, salva nossa vida, ameniza nossas dores. Contribui para nossa higiene pessoal e produz cosméticos para realçar a beleza. Traz o conforto do uso de automóveis, etc. Melhora a qualidade de vida e nos torna menos ignorantes quantos aos supostos mistérios da natureza. O ensino da química também contribui para elucidar seus efeitos colaterais indesejáveis como a poluição e estimula a luta contra as aplicações de seus conhecimentos em ações de destruição da raça humana.
Consta que o primeiro químico foi aquele que acendeu a primeira fogueira e domou o fogo. No entanto, a existência da química precede até o Big Bang. Sem o conhecimento da química estaríamos ainda hoje habitando cavernas sombrias e úmidas, comendo carne crua e disputando, em desigualdade de condições, espaços vitais com os outros animais.
A química, perseguida ao longo de séculos por ser uma ciência revolucionária, teve um atraso considerável na sua evolução. Por escrever a primeiríssima teoria atômica e se contrapor à insustentável "teoria dos quatro elementos" aglutinada por Empédocles (492 a.C. – 432 a.C ) defendida por Aristóteles ( 384 a.C.   322 a.C )  e apoiada por seguidores da Escolástica (1100 a 1500),  o revolucionário filósofo Epicuro ( 341 a.C.- 271 ou 270 a.C )  foi execrado pelo obscurantismo reinante durante muitos séculos.  

As trevas de uma longa noite quase de dois mil anos foram um entrave ao desenvolvimento da química. No entanto, ela sobreviveu graças a persistência de alguns alquimistas chineses e ocidentais primitivos e, na Idade Média, com as contribuições do genial  Paracelsus (1493   1541), e de Andreas Libavius ( 1555 - 1616) que escreveu Alchemia, o primeiro livro de procedimentos químicos para a preparação de ácidos fortes.
No século XVII Roberto Boyle (1627   1691 ) fincou as bases experimentais para o estabelecimento da química como ciência e Antoine Laurent Lavoisier ( 1743 1794), um mártir da ciência assassinado pela Revolução Francesa, deu a maior contribuição para a química definitivamente  se afirmar no cenário científico. 
No século XIX John Dalton (1766   1844 ) aperfeiçoou a teoria atômica de Epicuro e, a partir de então, outros cientistas criaram um modelo atômico que, melhorado sucessivamente, chegou até os dias atuais. Com Dalton resgatando e aperfeiçoando a antiga teoria atômica de Epicuro encerrava-se a longa noite de dois mil anos.
Destacamos nessa luta a presença marcante de algumas mulheres com Maria, a judia, a primeira mulher alquimista, uma filosofa grega ou egípcia helenizada que, supostamente, pontificou em Alexandria por volta do ano 273 a.C e que inventou aparelhos de destilação (dibicos, tribicos) e o banho-maria. Também participaram da construção da química a corajosa esposa e 
MARIE-ANNE PIERRETE PAULZE  E LAVOISIER
 colaboradora de Lavoisier, Marie-Anne Pierrete Paulze ( 1758   1836 ) e as cientistas Marie Curie ( 1867   1934 ), prêmio Nobel de Física (1903) e Prêmio Nobel de Química ( 1911 ) e Rosalind Franklin (1920  1958)     precursora da descoberta do DNA, que se imolaram para garantir grandes descobertas contribuindo de maneira inconteste para a melhor qualidade de vida da raça humana.                                                                                              
Na constelação dos grandes cientistas da química do século XX figura, entre outros, Linus Pauling (1901   1994 ), o cientista da paz, ganhador do prêmio Nobel de Química (1954) e do prêmio Nobel da Paz (1962). E aqui no Brasil destacam-se Simão Mathias (1908 - 1991) que construiu o primeiro laboratório de físico-química do Brasil e fundou a Sociedade Brasileira de História da Ciência,  Ricardo Ferreira (1928-2013 ) e Attico Inácio Chassot (1939), palestrante renomado nas áreas de história da química e educação química, ainda atuante no vigor e na lucidez de seus setenta e cinco anos.
A química tem berço nas civilizações mais remotas, travou uma luta insana e desigual pela sobrevivência e tem entre seus defensores intelectuais renomados, dedicados e honestos agrupados na Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Sociedade Brasileira da Química (SBQ) e Associação Brasileira de Química ( ABQ). 
Uma história tão rica não pode ser maculada pela paixão tresloucada e inconsequente de ignorantes ou analfabetos funcionais.
Esta não é a primeira manifestação de “intelectual” contra a química. Renato Russo (1960 – 1996) gravou um desabafo Eu odeio química. A diferença é que ele não sugeriu a exclusão da disciplina do currículo das escolas de ensino médio nem destratou os profissionais químicos como fez a atriz: “Não esqueceríamos o que teríamos aprendido se houvesse uma matéria chamada Diálogo, por exemplo. Poder de escuta, argumentação, retórica, articulação de raciocínio aprendidos em anos de estudos semanais garantiriam com certeza melhores conversas por aí. Inclusive entre os químicos”.
O diálogo, prezada senhora atriz, deve permear as relações professor-aluno em todas as disciplinas. Deve ocorrer permanentemente entre pais e filhos que não gostam de estudar e criam gratuita antipatia a disciplinas que lhes exigem maior dedicação e maior esforço.  E foi o diálogo que cultivamos em mais de quarenta anos de magistério no ensino médio e superior, nos garantiu sucesso em nosso trabalho e nos trouxe o conforto da sensação do dever cumprido. Ao longo desse tempo formamos profissionais de todas as áreas, principalmente professores de química, muitos dos quais com títulos de mestre e doutor em áreas correlatas.
Entendemos algumas predisposições contra o ensino de química como resultantes de seu pleno desconhecimento ou do despreparado de alguns profissionais. E, nesta compreensão, nas nossas lides de professor, tudo fizemos para desmistificar ideias preconcebidas, utilizando equipamentos modernos, novas metodologias e, por nossa sugestão, introduzindo nos currículos dos cursos de química da Universidade Estadual do Ceará as disciplinas História da Química e Química do Cotidiano. Esta última, a nosso ver, deveria constar como primeira disciplina de química no ensino fundamental. 
Talvez a senhora ache que os químicos devam agradecer sensibilizados as suas sugestões. Contudo, mesmo discordando de sua opinião precipitada e inconsequente em um tema que a senhora desconhece, certamente não têm os químicos nenhum reparo ao seu desempenho como talentosa atriz. 
Narra Caio Plínio Segundo, conhecido como Plínio, o Velho ( 23 d.C.  79 d.C.)  que, observando um dos quadros de  Apeles (século IV a.C.) pintor grego que  pontificou em Alexandria, exposto na via pública, um sapateiro comentou um erro no desenho das sandálias do retrato. Apeles escutou a crítica, aceitou-a com humildade e consertou o erro. No dia seguinte o mesmo sapateiro criticou o desenho das pernas do personagem. Ao escutar a ponderação do sapateiro Apeles respondeu: “Ne supra crepidam sutor judicaret” que, em bom português, significa “não julgue além das sandálias”. Em outras palavras, ninguém deve criticar ou dar palpites sobre aquilo que não conhece.
Referências: 

http://www.infoescola.com/biografias/apeles/ página visitada em 18.08.2014

Lynch, John; Mosley, Michael -- Uma História da Ciência - Zahar - 2011

Com informações sobre datas retiradas da Wikipédia



Leituras recomendadas para AMAR E ENTENDER Química:


ABDALLA, Maria Cristina Battone - O discreto charme das partículas elementares - 2006 - Editora - UNESP

ALDERSEY-WILLIAMS, Hug - Histórias Periódicas, a curiosa vida dos elementos - 2013 - Record - RJ/SP
ARNOLD, Nick - Caos Químico - 2006 - Melhoramentos - SP
BELL, Madison Smart - Lavoisier no ano um - 2007 - Cia. das Letras - SP
BUNPEI, Yorifugi - O Fantástico Mundo dos Elementos - A Tabela Periódica personificada - 2013 - Conrad Editora - SP
CHASSOT, Attico I. - A Ciência Através dos Tempos - 2004 - Editora Moderna - SP
CRATO,Nuno - Passeio Aleatório pela Ciência do dia a dia - 2009 - Livraria da Física Editora - SP
CHAGAS, Aécio Pereira - A História Química do Fogo - 2006 - Editora Átomo - Campinas - SP 
DEFRANCESCHI, Mireille - La Chimie au quotidien - 2006 -Elipses - France
EMSLEY, John - Vaidade, vitalidade, virilidade a ciência por trás dos produtos que você adora consumir - 2004 - Zahar -RJ
ESCOVAL - A ação da Química na nossa Vida - 2010 - Editorial Presença - Portugal 
EMSLEY, John - Moléculas em Exposição - O Fantástico Mundo das Substâncias e dos Materiais que fazem parte de nosso dia-a-dia - 2001 - Zahar - RJ
FERREIRA, Ricardo - Vida de Cientista - 2007 - Editora Átomo - SP
FISHER, Len - A Ciência do Cotidiano - Como aproveitar a Ciência nas atividades do cotidiano - 2004 - Zahar - RJ 
FORD, Leonardo - Chemical Magic - 1993 - Dower Publications Inc. New York - USA
GILMORE, Robert - Alice no País do Quantum - A Física Quântica ao Alcance de Todos - 1998 - Zahar - RJ
GRAY, Os Elementos - Uma Exploração Visual dos Átomos Conhecidos no Universo - 2011 - Editora Blucher - SP
GREENBERG, Arthur - Uma Breve História da Química - Da Alquimia às Ciências Moleculares Modernas - 2009 - Editora Blucher - SP 
GRIBBIN, John - O Pequeno Livro da Ciência - Uma panorâmica acessível das grandes questões científicas do nosso tempo - 1999 - Editora Bizâncio -Portugal
GUCH, Ian - Chemistry - Pocket Idiot's Guide - 2005 - Alpha - USA 
HOFFMAN, Roald - O mesmo e o não-mesmo - 2007 -Editora UNESP - SP
JANBEN, Ulrich e STEUERNAGEL, Ulla - A Universidade das Crianças - 2005 - Planeta - SP
LE COUTEUR, Penny; BURRESON, Jay - Os botões de Napoleão, as moléculas que mudaram o mundo - 2006 - Zahar 
LEE, Rupert - Eureka! As grandes descobertas científicas do século XX - 2006 - Nova Fronteira - RJ
LEVI, Primo - A Tabela Periódica - Romance - 2001 - Relume Dumará RJ
MOORE, John T. - Chemistry for Dummies - 2003 - Wiley Pubishing, Inc - USA
POIRIER, Jean-Pierre - La Science et L'Amour - 2004 - Pygmalion - France
POUNDSTONE, William - Big Secrets - 1985 - QUILL - New York
RIVIÈRE, Patrick - Paracelso - médico - alquimista, vida, filosofia, teoria y obra de este personaje, controvertido y misterioso - 2000 - editorial De Vecchi - Barcelona- España 
SACHS, Oliver - Tio Tungstênio - Memórias de uma infância Química - 2011 - Companhia de Bolso - SP
SACHS, Oliver et all - Histórias Esquecidas da Ciência - 1997 - Editora Paz e Terra - SP
SANTOS, Robson Fernandes - História da Alquimia - 2010 - Editora Átomo - Campinas SP
SANTOS, Robson Fernandes e NEVES, Luiz Seixas das - Naturam Matrem - da natureza física e química da matéria - 2005 - Editora Átomo - Campinas - SP
SCHWARCZBarbies, bambolês e bolas de bilhar, os deliciosos comentários sobre a fascinante química do dia-a-dia - 2009 - Zahar - RJ
STRATHERN, Paul - Curie e a Radioatividade em noventa minutos - 2000 - Zahar - RJ
TRIGUEIRO, André - Mundo Sustentável - Abrindo Espaço na Mídia para um Planeta em Transformação - s/d Editora Globo - SP
TRIGUEIRO, André - Mundo Sustentável 2 - Novos Rumos Para um Planeta em Crise - 2012 - Editora Globo - SP
 TRINDADE, Diamantino F. e TRINDADE, Laís S.P. - A história da história da Química - 2003 - Madras - SP
THIS, Hervé - Um Cientista na Cozinha - 1998 - Editora Ática - SP
VANCLEAVE, Janice - Química para Jovens - 1998 - Publicações Dom Quixote - Lisboa - Portugal
VANIN, José Atílio - Alquimistas e Químicos - O Passado, o Presente e o Futuro - 1994 - Editora Moderna
WEISSKOPF, Victor - A Revolução dos Quanta - Editora Terramar - Portugal 
WOLKE, Robert L. - O que Einstein disse a seu cozinheiro - a ciência na cozinha - 2003 - Zahar - RJ
WOLKE, Robert L. - O que Einstein disse a seu cozinheiro 2 - a ciência na cozinha - 2005 - Zahar - RJ
WYNN, Charles M. e WIGGINS, Arthur - As cinco Maiores Ideias da Ciência - 2002 - Prestígio Ediouro SP



QUÍMICA: AMAI PARA ENTENDÊ-LA!!!



E, PARA FINALIZAR, UM BRINDE DA QUÍMICA



quinta-feira, 19 de maio de 2011

A CIÊNCIA EM DOSES HOMEOPÁTICAS, DIVERTIDAS E INDOLORES



Amantes da ciência
Leiam as indicações abaixo de publicações da imbatível e competente Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência - SBPC:


Preço: R$20,00


Desafios matemáticos
E para quem é fã da seção Qual o problema?, da revista Ciência Hoje, o físico Marco Moriconi reuniu 40 enigmas matemáticos no livro que leva o nome da sua coluna. São 35 desafios publicados na revista desde agosto de 2005 e mais cinco inéditos. Os problemas exploram de maneira lúdica os conhecimentos matemáticos em diferentes níveis de dificuldade.
Segundo o autor, a ideia é mostrar que um belo argumento matemático pode ser apreciado do mesmo modo como apreciamos um filme ou um livro, além, é claro, de divertir o le
itor. Para a editora executiva da revista, a jornalista Alicia Ivanissevich, o livro é um desafio instigante para todas as idades. “Mais do que uma obra didática que busca transmitir princípios ou preceitos, este livro carrega o desejo de despertar a admiração de estudantes e não iniciados para a beleza da matemática”, declara. Leia mais na CH On-line.
Preço: R$ 15,00
Como comprar as publicações:
Acesse a loja do Instituto Ciência Hoje. É só clicar no link. A entrega no seu endereço é segura e garantida. Aproveitem.
"Quem não lê, mal fala, mal ouve, mal vê". (Malba Tahan ´1895-1974 - Educador matemático brasileiro.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

COMUNICADO AOS VISITANTES DO BLOG


QUERIDOS AMIGOS, QUERIDAS AMIGAS

Estaremos afastado de nossas atividades ao longo da semana em virtude de uma pequena cirurgia à qual nos submeteremos na manhã deste sábado. Nada grave. Esperamos retornar por volta do dia 10 de maio. O blog vai continuar no ar. Continuem antenados, aproveitem para ler as matérias do blog e enviem sugestões para que possamos aperfeiçoá-lo.

VIVA O ANO INTERNACIONAL DA QUÍMICA!!!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

1001 INVENÇÕES QUE MUDARAM O MUNDO. LEIA UM BOM E INTRIGANTE LIVRO.


AMIGOS, AMIGAS INTERNAUTAS

Estamos continuando a nossa campanha pela boa leitura.

Você gostaria de ler um bom livro com valiosas informações?

Vamos sugerir então 1001 INVENÇÕES QUE MUDARAM O MUNDO.

Quando surgiram o carrinho do bebê, o desodorante, a fita durex, o satélite, o modem, as lentes bifocais, o trator, o extintor de incêndio e o sutiã. Q ual era a finalidade do primeiro carro? Quantos protótipos de de telefone existiram antes do tão popular celular? Como surgiu a vacina?

Leia a sinopse do livro:

Em '1001 invenções que mudaram o mundo', o leitor poderá descobrir detalhes sobre algumas das mais importantes invenções de todos os tempos, desde aquelas que ajudaram o homem a evoluir até as que simplesmente tornaram a vida mais prática. Da roda ao MP3, das ferramentas de pedra ao avião, este livro explora a história por trás de cada invento e traça o caminho desde sua concepção até os seus aprimoramentos. Escrito por uma equipe de historiadores, cientistas, designers e antropólogos, este guia faz um resumo sobre o desenvolvimento da ciência e da tecnologia quanto aos curiosos que adoram saber detalhes sobre o mundo que os cerca.

Serviço:

1001 Invenções Que Mudaram O Mundo

Autor: CHALLONER, JACK
Tradutor: POLZONOFF JUNIOR, PAULO
Tradutor: JORGENSEN, PEDRO
Tradutor: ALFARO, CAROLINA
Editora: ARQUEIRO
Assunto: CIÊNCIAS/FILOSOFIA E HISTÓRIA

Onde comprar: Livraria Cultura - R$ 47,92 ou Livraria Saraiva – R$ 47,90

Lembre-se estamos no Ano Internacional da Química patrocinado pela ONU. Saiba mais no blog Telmoquímica.É só clicar no link.

Boa leitura! Até breve.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

SOBRE O PRAZER DA LEITURA

Queridos amigos

Parodiando o poeta Luis Guimarães Junior "depois de um longo e tenebroso inverno..." estamos de volta. Reiniciamos a nossa jornada com um texto de incentivo a leitura. Depois virão muitas novidades. É só conferir.

A sedutora história da leitura

Elias Thomé Saliba

Historiador, Professor da USP e autor dos livros Raízes do Riso (2002) e As Utopias Românticas (1994)

Um livro só começa a existir quando um leitor o abre. Esta afirmação resume o novo olhar dos historiadores em relação à leitura. Durante muito tempo eles mantiveram frente à leitura uma atitude linear, supondo-a invariável, natural a todas as pessoas de todas as épocas. Hoje, inúmeras pesquisas nos ensinam a ver no gesto trivial de ler um texto, uma variação quase infinita, possível de ser reconstituída nos diversos momentos da história.

Claro que a difusão do "livro com páginas" tal como o conhecemos, assim como a primeira revolução na história do livro - a invenção da imprensa no século XV - provocaram um alargamento enorme do número de leitores. A segunda grande mutação nas maneiras de ler ocorreu no final do século XVIII com a passagem de hábitos intensivos de leitura - a leitura constante e repetida de textos de caráter religioso (a Bíblia era o grande best-seller!) - para hábitos extensivos de leitura do leitor moderno, que (mal) lê vários livros, ávido por novidades.

Mas a leitura "intensiva" não chega a desaparecer, pois o advento do romance coincidiu com a disseminação de modos emocionais de leitura. Rousseau exigiu que o seu A Nova Heloísa fosse "lido tão intensamente quanto a Bíblia", o que realmente ocorreu, provocando nas leitoras desmaios,choros convulsivos e, no limite, suicídios. Com os olhos de hoje, distraídos pelo caleidoscópio de imagens nas telas, fica difícil concebermos a força desta paixão incendiária provocada pela leitura.

Sedução pela leitura? Ler em público era, antes do advento do marketing e da noite de autógrafos, a melhor maneira de um autor obter público para seus livros. O poeta Dylan Thomas, em alto estado etílico, encantava com sua belíssima poesia cantada nos bares, coisa só percebida na língua original.

Mas, na inspirada tradução de Ivan Junqueira, os leitores podem ter uma idéia: Em meu ofício ou arte taciturna/ Exercido na noite silenciosa/Quando somente a lua se enfurece /Trabalho junto à luz que canta/ Não por glória ou pão/ Nem por pompa ou tráfico de encantos/Nos palcos de marfim/Mas pelo mínimo salário/Do seu mais secreto coração. Difícil imaginar tais versos, como revelam os arquivos, reproduzidos por inúmeros leitores que os enviavam, junto com as flores, às namoradas distantes.

Difícil, mas não impossível, já que no final do século XIX o público leitor atingiu a alfabetização em massa. A "era de ouro" da leitura foi também a última a ver o livro ainda imune à competição com outros meios de comunicação - TV, internet e todo o sofisticado aparato da mídia eletrônica do século XX. Ler numa tela não é o mesmo que ler num livro com páginas. Estaríamos hoje diante de uma terceira revolução da leitura? Independente da imprevisível resposta, esta recente história da leitura empolga e surpreende. Porque é a história de uma prática ligada talvez ao mais espetacular instrumento utilizado pelo homem.

Que afinal, vem confirmar o que Jorge Luis Borges disse certa vez, de forma definitiva, sobre o livro: O microscópio e o telescópio são extensões da nossa visão; o telefone é a extensão da nossa voz; em seguida, temos o arado e a espada, extensões do nosso braço. O livro, porém, é outra coisa: o livro é uma extensão da nossa memória e da nossa imaginação.

Dica para comprar livros baratos em ótimas condições. Visite um site que em 2010 já administrava 1800 sebos, tinha 750.000 leitores cadastrados, vendia 5.000 livros por dia e oferecia 750.000 livros on line. A empresa é altamente confiável com 96,8 %das qualificações recebidas pelos sebos e livreiros nas últimas 24 horas de BOM e ÓTIMO. Para visitar a Estante Virtual é só clicar aqui.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

EMPRESA BRITÂNICA PROVOCA MAIOR DESASTRE ECOLÓGICO DA HISTÓRIA


A INTELIGÊNCIA DE TÉCNICOS É DESAFIADA: O ÓLEO CONTINUA VAZANDO E POLUINDO.

Mais de dois meses são decorridos e parece ainda está longe uma solução que contenha o vazamento de óleo no Golfo do México. Na década de 1990 estivemos lá e estendemos nossa visita até o extremo a cidadezinha de Key West, a cidade localizada na ilha mais distante da Flórida a cerca de 90 milhas de Cuba. O Golfo tem características próprias. Leiamos o que diz a Wikipédia:

"O Golfo do México é o maior golfo do mundo, sendo cercado por terras da América do Norte e da América Central. Tem uma superfície de aproximadamente 1 550 000 km², seu subsolo é rico em petróleo.
A costa sul do golfo banha o México (especificamente, os estados de Tamaulipas, Veracruz, Tabasco, Campeche, Iucatão, e Quintana Roo); as costas oriental, norte e noroeste banham os Estados Unidos da América (especificamente, os estados da Flórida, Alabama, Mississippi, Louisiana e Texas); e a costa sudeste banha Cuba. O Golfo do México se conecta ao Oceano Atlântico através do Estreito da Flórida, localizado entre os EUA e Cuba, e ao Mar do Caribe através do Canal de Yucatán, localizado entre o México e Cuba".

Por conta da sua extensão e localização um desastre ecológico no Golfo tem consequências imprevisíveis para o meio ambiente da região, sobretudo nos países da América do Norte e América Central. Mas, a conta será paga por todos os países do mundo.

Não duvidamos da alta tecnologia utilizada pela British Petroleum, uma das maiores empresas de perfuração submarina no mundo. Só lamentamos que tenha havido uma certa negligência na tomada de decisões quando o desastre se configurou.

Até parece que o acidente nem dizia respeito aos interesses da empresa e nem era motivo de preocupação do governo americado a quem a BP serve nessa exploração.Leia mais sobre a British Petroleum cicando no link

Na verdade o desastre começou no dia 20 de abril quando uma plataforma da empresa britânica explodiu no golfo do México, matando 11 funcionários, e afundou no dia 22. Milhares de aves marinhas foram encontradas mortas, cobertas de petróleo, na costa da Louisiana, nos Estados Unidos. O óleo já atingiu as restingas do Estado, região importante para a procriação de crustáceos e aves e para a produção de frutos do mar. As correntes já levaram o óleo às costas da Flórida e de Cuba. O óleo continua vazando desde então, embora a BP tenha tido sucesso parcial em controlar o derrame.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

BANCA DE REVISTAS:GALILEU DE JUNHO



SUMÁRIO
A nova tropa de elite
Os peritos criminais brasileiros que usam a ciência e a tecnologia para combater o crime.
A fruta dos gêmeos
Em Montes Claros, a popularidade do pequi pode estar por trás do mistério da duplicação de irmãos.
Álcool verde
A corrida para produzir o tipo de etanol mais ecologicamente correto: de cana, milho, beterraba, mandioca...

Reportagem
A nova tropa de elite

Jovens, inteligentes e bem pagos: Os peritos criminais brasileiros que usam a ciência e a tecnologia para combater o crime
Conheça os principais apetrechos utilizados pelos peritos criminais
Por que o Brasil vai ganhar a Copa (mas precisa ter cuidado com a França)

É hexa! Por que o Brasil tem tudo para vencer mais uma Copa do Mundo
O manual da nova etiqueta digital
Siscreve como sifala
Esqueça o certo e o errado das aulas de português. Uma nova gramática põe de lado todas aquelas regras chatas qe levamos anos para decorar na escola
Nada faz sentido

O escritor Michael Foley explica como nos acostumamos a viver com absurdos diários
Mais velhos que Jesus Cristo

A fotógrafa americana Rachel Sussman roda o mundo registrando organismos vivos com idades que ultrapassam os 80 mil anos. Conheça alguns deles a seguir
Há vampiros entre nós?

Matemático afirma que, ao menos em termos numéricos, a existência dessas criaturas seria possível
Novas Ideias
Os super-heróis ficaram mesquinhos
O cinema moderno transformou objetivos grandiosos em meros problemas do dia-a-dia
Os times brasileiros são inviáveis
A saída para os clubes: esquecer o futebol e investir no negócio
Precisamos mesmo escovar os dentes?
Em breve, novas tecnologias e enxaguantes bucais devem garantir uma boca limpa mesmo sem o uso da escova
Banda larga é o novo petróleo
O aumento crescente da demanda pode gerar ganância
A farsa do funk carioca
Como um DJ americano ganhou fama mundial ao se apossar da batida que nasceu nos morros do Rio
Breve História
Aspirina


Consumo
Objetos de desejo

Portabilidade é a palavra do mês. De câmera filmadora HD a fones de ouvido profissionais, aqui tudo cabe no seu bolso
Pergunte ao Jones
A gripe suína é mais perigosa que as outras gripes?

Existem gases que podem criar um esfriamento global?

Que bebida causa a pior ressaca?

O que existia antes do Big Bang?

Enter
A fruta dos gêmeos
Em Montes Claros, a popularidade do pequi pode estar por trás do mistério da duplicação de irmãos
Álcool verde
A corrida para produzir o tipo de etanol mais ecologicamente correto: de cana, milho, beterraba, mandioca...
O alquimista
Aos 21 anos, estudante de química brasileiro faz descoberta que pode ajudar a diminuir o aquecimento global. E ganha espaço nas páginas da revista Science .
Nota do blog: vale pena conferir. Há matérias importantes.Ainda nas bancas.

sexta-feira, 13 de março de 2009

SEXTA FEIRA 13. VERDADE OU SUPERSTIÇÃO?


História

Esta superstição pode ter tido origem no dia 13 de Outubro de 1307, sexta-feira, quando a Ordem dos Templários foi declarada ilegal pelo rei Filipe IV de França; os seus membros foram presos simultaneamente em todo o país e alguns torturados e, mais tarde, executados por heresia.
Outra possibilidade para esta
crença está no fato de que Jesus Cristo provavelmente foi morto numa sexta-feira 13, uma vez que a Páscoa judaica é celebrada no dia 14 do mês de Nissan, no calendário hebraico.
Recorde-se ainda que na
Santa Ceia sentaram-se à mesa treze pessoas, sendo que duas delas, Jesus e Judas Iscariotes, morreram em seguida, por mortes trágicas, Jesus por crucificação e Judas provavelmente por suicídio.
Além da justificativa cristã, antes disso existem duas outras versões que provêm da
mitologia nórdica que explicam a superstição. Na primeira delas, conta-se que houve um banquete e 12 deuses foram convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga que terminou com a morte de Balder, o favorito dos deuses. Daí veio a crendice de que convidar 13 pessoas para um jantar era desgraça.
Segundo outra versão, a deusa do amor e da beleza era
Friga (que deu origem a frigadag, sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, Friga foi transformada em bruxa. Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demônio, os 13 ficavam rogando pragas aos humanos. Da Escandinava a superstição espalhou-se pela Europa.[1]

Fatos interessantes:
Seguem alguns fatos interessantes sobre a sexta-feira 13:

  1. O medo compulsivo de sextas-feiras 13 – um dos mais populares mitos científicos – é chamado de parascavedecatriafobia. Triscaidecafobia é o medo do número 13.
  2. Muitos hospitais não possuem quartos numerados “13”. Alguns edifícios, como hotéis, também “pulam” o numeral “maldito” do 12 diretamente para o 14, em sua contagem de andares. Até mesmo alguns aeroportos tem o costume de ignorar a existência do 13 quando numeram seus terminais aéreos.

    O presidente americano Franklin Roosvelt nunca viajava em nenhum dia 13 (não importando em que dia da semana caísse). Também nunca permitia que 13 pessoas se sentassem à sua mesa em uma refeição. Outros famosos que temiam o número são Napoleão e o outro presidente americano Herbert Hoover.

    Mark Twain, o famoso escritor, foi, certa vez, o décimo terceiro convidado em uma festa. Um amigo o aconselhou a não ir ao evento. Quando voltou, Twain confirmou ao amigo que, realmente, ir à festa foi má sorte: “eles só tinham comida para 12 convidados”. Em Paris, se uma pessoa supersticiosa for oferecer um jantar e tiver 13 convidados, ela pode contratar um “quatorzieme”, um décimo quarto convidado profissional.

    O número 13, misticamente falando, é considerado portador de azar porque vem logo após o 12 – que representa um número completo. Há 12 meses no ano, 12 signos do zodíaco, 12 deuses do Olimpo, 12 apóstolos de Jesus, 12 tribos de Israel, 12 trabalhos de Hércules e, estranhamente, 12 ovos em uma dúzia

  • Alguns incidentes ocorridos nessa data:
    13 de Dezembro de
    1968: O governo militar do Brasil decreta o AI-5, que, entre outras coisas, suspendeu direitos e garantias políticas, decretou estado de sítio no Brasil e dava poderes aos militares de fechar o Congresso
  • O pior incêndio de florestas na história da Austrália ocorreu em uma sexta-feira 13 de 1939, onde aproximadamente 20 mil quilômetros de terra foram queimados e 71 pessoas morreram.

    A queda do avião que levava a equipe uruguaia de rúgbi nos Andes foi em uma sexta-feira 13 de 1972. Os acontecimentos neste acidente deram origem ao filme Alive de 1993 com direção de Frank Marshall (Resgate Abaixo de Zero).

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