segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

O COMBUSTIVEL QUE VEM DO ESGOTO



Em Oslo, na Noruega, as pessoas levam a sério a reciclagem de materiais e a questão do desperdício de combustíveis fósseis: 80 ônibus, em fase experimental, serão movidos a material fecal humano.
Os ônibus serão equipados com máquinas que transformam o esgoto em gás metano. O metano funcionaria como combustível, movendo o motor do ônibus, impulsionando o veículo.
Duas estações de esgoto na cidade serão modificadas para servirem de “posto” aos veículos. Quanto aos ônibus apenas pequenas “reformas” serão necessárias. Levando em consideração a economia de
combustível fóssil, é um pequeno preço a pagar para maiores lucros posteriores (o biometano custaria cerca de 0,40 euros a menos por litro).
Os testes devem começar em setembro. Se tudo der certo, as empresas de transporte estão planejando transformar os 80 ônibus em 400 em pouco tempo. Cada veículo evitaria a emissão de 40 toneladas de gás carbônico na atmosfera.
O cheiro das emissões que substituiriam o gás poluente não foi comentado.

Veja o que fala a Superinteressante:

Ônibus movido a cocô!

Na tentativa de depender cada vez menos dos combustíveis fósseis no setor de transportes – que, desde 2000, contribuiu para um aumento de 10% na poluição do ar e 50% das emissões de CO2 –, o Conselho de Oslo decidiu apostar no biometano, o que quer dizer, em palavras menos polidas, no cocô. É que os microorganismos presentes no esgoto quebram o material fermentado e produzem um gás que consegue alimentar motores – desde que sejam feitas leves modificações.A partir de setembro deste ano, esse gás será captado e vai mover os ônibus públicos da cidade a um preço bem mais baixo: €0,27 contra €0,67 por litro de combustível. A equação do carbono é nula, já que o carbono que consumimos vem da atmosfera e não da crosta terrestre, como no caso das matrizes fósseis.No entanto, como é usada eletricidade nas estações de esgoto para converter o gás em combustível, a conta é de que sejam emitidas 18 toneladas de carbono por ônibus em um ano – o que significa uma economia de 44 toneladas por unidade, por ano.
O biometano produzido em Oslo será capaz de alimentar 80 ônibus, mas se a idéia der certo, é provável que o produto seja misturado ao biogás – proveniente da queima de resíduos de cozinha – e abasteçam a frota dos 400 ônibus da cidade.Na tentativa de depender cada vez menos dos combustíveis fósseis no setor de transportes – que, desde 2000, contribuiu para um aumento de 10% na poluição do ar e 50% das emissões de CO2 –, o Conselho de Oslo decidiu apostar no biometano, o que quer dizer, em palavras menos polidas, no cocô. É que os microorganismos presentes no esgoto quebram o material fermentado e produzem um gás que consegue alimentar motores – desde que sejam feitas leves modificações.
A partir de setembro deste ano, esse gás será captado e vai mover os ônibus públicos da cidade a um preço bem mais baixo: €0,27 contra €0,67 por litro de combustível. A equação do carbono é nula, já que o carbono que consumimos vem da atmosfera e não da crosta terrestre, como no caso das matrizes fósseis.No entanto, como é usada eletricidade nas estações de esgoto para converter o gás em combustível, a conta é de que sejam emitidas 18 toneladas de carbono por ônibus em um ano – o que significa uma economia de 44 toneladas por unidade, por ano.O biometano produzido em Oslo será capaz de alimentar 80 ônibus, mas se a idéia der certo, é provável que o produto seja misturado ao biogás – proveniente da queima de resíduos de cozinha – e abasteçam a frota dos 400 ônibus da cidade.
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